Covid-19: empresas terão certificado de testagem

Covid-19: empresas terão certificado de testagem

O governo paulista anunciou que emitirá certificado para empresas que aderirem a um protocolo de testagens de Covid-19 por meio do método RT-PCR, que irá verificar a presença do coronavírus no organismo de funcionários, clientes e fornecedores. Seu objetivo é a identificação de casos ativos da doença no Estado. A iniciativa contará com a parceria do Instituto Coalizão da Saúde.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, o objetivo do projeto é estimular as empresas aderirem aos protocolos de testagem e ampliar a verificação dos casos ativos da Covid-19 no Estado. “O Instituto Coalização Saúde nos apoiará com as empresas para realizar um controle imediato da doença. O selo reconhece o plano de testagem, feito por meio do método RT-PCR, com inclusão, ou não, de testes sorológicos também, porque o principal objetivo é a identificação de casos ativos e contratantes para isolamento e apoio no controle da disseminação da doença”, revelou Patrícia ao G1.

Segundo a secretária, planos de testagem feitos pelo método sorológico, que verifica se o indivíduo produziu anticorpos após a infecção pelo coronavírus, serão considerados em uma medida complementar.“Em paralelo, há uma iniciativa adicional pelo Centro de Vigilância Epidemiológica para o monitoramento da pandemia, a qual reconhece planos de testagem feitos pelo método sorológico em geral, para identificação de casos passados e apoio no monitoramento da pandemia”, afirmou Patrícia.

Os critérios para que o programa de testagem das empresas seja reconhecido pelo governo incluem:

  • Testes realizados em funcionários, clientes e fornecedores
  • Todos os testes devem estar registrados na Anvisa
  • Os testes devem ser do tipo RT-PCR e sorológico e devem ser feitos por laboratórios clínicos
  • As coletas de sangue para os testes sorológicos devem ser feitas por profissionais de saúde habilitados
  • Todos os testes devem ser notificados nos sistemas oficiais da vigilância epidemiológica

De acordo com a gestão estadual, o projeto possui três fases. A primeira delas terá início em 1º de julho e compreende a inscrição das empresas. Na segunda etapa, haverá uma avaliação das inscrições por meio de um Comitê Gestor Técnico, composto por membros do Instituto Coalizão Saúde. Em agosto, está prevista a terceira fase em que o Comitê emitirá o parecer com o resultado da avaliação e o enviará para a empresa.

Testagem da população

A equipe do Comitê de Contingência afirmou na semana passada que aumentou a testagem de Covid-19 na população. Desde 10 de junho, os testes rápidos (sorológicos) passaram a ser utilizados pelo governo de São Paulo na notificação de confirmação de casos, o que não é recomendado pela OMS, segundo apurou o G1. Antes, apenas os testes de RT-PCR, que são mais precisos, eram considerados na contagem oficial da secretaria.

De acordo com o coordenador de Controle de Doenças do governo paulista, Paulo Menezes, o percentual de resultados positivos de testes sorológicos no número total de casos confirmados está aumentando ainda mais nas estatísticas, e já representa 19% do total desde o início da pandemia. Considerando apenas o mês de junho, a porcentagem de confirmações por sorológico já chega a 26% do total.

“O teste sorológico mede se o indivíduo desenvolveu anticorpos por ter sido infectado, mas a gente não sabe em que momento isso ocorreu. Quando se olha a progressão da epidemia no Estado, dá a impressão de que está aumentando mais do que a gente gostaria [o número de casos], mas a contribuição dessas pessoas, que na verdade estão nos informando que tiveram infecção pelo vírus e a grande maioria já está recuperada, não nos dá uma ideia exata do ponto de vista daqueles que requerem algum tipo de assistência médica. Nós insistimos que é importante apresentar essa distinção”, disse Menezes ao G1.

No entanto, a Secretaria Desenvolvimento Econômico não divulga diariamente a separação de casos confirmados conforme o tipo de testes realizado. “Estamos trabalhando para separar em tempo real esses números. A ideia é que passemos a acompanhar diariamente com essa separação para termos uma visão real da nossa situação. Porque os casos de PCR são os que impactam no que diz respeito à capacidade de atendimento. O modelo sorológico está sempre olhando para trás”, disse Patrícia Ellen.

O governo também passou a incluir a rede particular de laboratórios na capacidade total de testagem. De acordo com Paulo Menezes, o Estado ampliou para 602 mil o total de testes já realizados para detectar o novo coronavírus. Mas esse valor inclui tanto testes sorológicos como PCR, rede pública e particular. Portanto não é possível mensurar a ampliação, já que antes só eram divulgados dados da rede pública e de RT-PCR.

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 “Hoje a situação é de ter testado mais de meio milhão de pessoas com suspeita de Covid-19 com sintomas leves, chamadas síndromes gripais. 76.718 pessoas com casos suspeitos de Covid-19 internadas, casos mais graves, o que mostra um volume bastante maior do que vinha sendo divulgado até então”, salientou Menezes.

Em maio, o governo também anunciou que ampliaria a testagem de RT-PCR para caso leves, já que até então os testes só eram feitos em pacientes graves. Os municípios, no entanto, enfrentaram dificuldade para cumprir a determinação, já que havia falta de kits de amostras para coleta de material. O governo revelou que agora os materiais serão distribuídos.

“Nós estamos distribuindo 250 mil kits de ‘swab’ com tubo, aqueles cotonetes para fazer coleta de amostra de PCR, para que todos os municípios de são Paulo aumentem o volume de pacientes com sintomas mais leves testados com o RT-PCR”, revelou Menezes.

Dados da segunda-feira (22/6) revelam que o Estado de São Paulo superou a marca de 220 mil casos confirmados de Covid-19. Desde o início da epidemia, 12.634 pessoas morreram por conta da doença, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

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