Constipação intestinal

Conhecida como intestino preguiçoso ou intestino preso, a constipação não é uma doença, mas um sintoma e um sinal. É manifestação clínica que pode estar associada a doenças funcionais ou orgânicas, digestivas ou de outros sistemas corporais.

É fundamental o conhecimento, pela equipe de enfermagem, sobre os sintomas da constipação intestinal para reconhecer o impacto causado nos pacientes e, assim, poder diagnosticá-los e tratá-los corretamente.

De acordo com os critérios de Roma III, para diagnóstico dos distúrbios gastrointestinais funcionais, a constipação intestinal (CI) existe na presença de dois ou mais das seguintes ocorrências:

  1.          Esforço evacuatório durante pelo menos 25% das defecações;
  2.          Fezes grumosas ou duras em pelo menos 25% das defecações;
  3.          Sensação de evacuação incompleta em pelo menos 25% das defecações;
  4.          Sensação de obstrução/bloqueio anorretal das fezes em pelo menos 25% das defecações;
  5.          Manobras manuais para facilitar pelo menos 25% das defecações (por exemplo, evacuação com ajuda digital, apoio do assoalho pélvico);
  6.           Menos de três evacuações por semana.

Não há evidências estruturadas sobre a incidência da constipação intestinal no Brasil, mas segundo os autores Fernanda Mateus Queiroz Schmidt et al (2015), a prevalência da CI gira em torno de 2,6% e 30,7%, destacando-se o sexo feminino e a idade avançada como fatores associados.

A constipação é queixa frequente de muitas pessoas, e que interfere na qualidade de vida delas. Apesar de causar desconforto, de modo geral, as pessoas constipadas convivem com essa situação de forma acomodada, ou seja, utilizando formulas dietéticas e caseiras. A procura pelo serviço de saúde é geralmente postergada e isso retarda o diagnóstico preciso e, consequentemente, as condutas mais adequadas para cada caso.

A constipação intestinal é classificada em primária (ou funcional) e secundária (ou orgânica), sendo a primeira sem causa definida, atinge mais os jovens, tem progressão lenta e de longa duração e não compromete o estado geral e nutricional.

A orgânica, por sua vez, está relacionada a doenças digestivas, do colón, reto ou ânus ou sistêmicas, bem como ao uso de medicamentos, com efeito constipante e distúrbios psiquiátricos.

Pessoas com maior idade são as mais atingidas. Sua progressão tem frequência mais rápida, em especial sua intensidade. Geralmente, a pessoa refere outras queixas digestivas.

Sabe-se que a causa mais comum é a baixa ingestão de fibras e líquidos, bem como o sedentarismo, o estresse e ansiedade, o fato de se ignorar a vontade de ir ao banheiro (geralmente por mudanças na rotina, como, por exemplo, em  viagens) e, por fim, pode ser decorrente de efeito colateral de medicamentos.

Assim, é importante que a pessoa constipada procure criar o hábito evacuatório, procurando manter a regularidade e horários pré-selecionados, mesmo que não exista o desejo evacuatório iminente.

É também fundamental que se aumente a ingesta regular de alimentos ricos em fibras, como os integrais, legumes, verduras, frutas e sementes de linhaça e chia, por exemplo.

Além disso, aumentar a ingestão de líquidos é primordial, sendo ideal que se tome de seis a oito copos de água por dia, além de chás e sucos naturais.

Prevenir é sempre melhor que tratar!

*Maria Angela Boccara de Paula é professora assistente, doutora e coordenadora do curso de especialização em Estomaterapia da universidade de Taubaté.

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